5 juin 2018

1933 : le moment prolétarien dans les lettres brésiliennes (1/4)

1922 ? Ce que c’est, une dizaine d’années, dans l’histoire des livres et des idées… Manifestes, tribunes, revues, livres et plaquettes, tendances, groupes d’influence, disputes, polémiques ; malgré tout, la consécration d’un état d’esprit collectif, d’un mouvement de génération, le dit « modernisme »… Puis le feu de joie de l’Anthropophagie, autour d’Oswald de Andrade, en 1928-1929 ; dissensions personnelles, esthétiques ou idéologiques au sein des groupes modernistes de São Paulo et de Rio de Janeiro : Oswald se fâche avec Mário de Andrade, avec Paulo Prado, avec tout le monde (ou presque), divorce de Tarsila et épouse Pagu… Et puis la politique : crise économique de 1929 ; coup d’État de Getúlio Vargas en 1930, gouvernement provisoire et résolution de la crise de régime par la voie autoritaire ; persécution des communistes, l’opposant Luis Carlos Prestes en exil ; montée du fascisme autour de l’Intégralisme de Plínio Salgado ; révolution constitutionnaliste manquée en 1932…

On est loin désormais du moment « futuriste », de l’avant-garde triomphante et mondaine de la Semaine d’Art Moderne, festival organisé au Théâtre Municipal de São Paulo en février 1922, sous l’égide du philosophe et académicien Graça Aranha ; loin de la confidentielle revue Klaxon (1922) et des idéaux esthétiques d’un petit groupe de poètes et d’artistes issus de l’élite socio-économique ; loin de l’explosion poétique de Pauliceia desvairada (1922) de Mário de Andrade ou de la « poésie d’exportation » Pau Brasil (1925) d’Oswald de Andrade, du couple « Tarsiwald », incarnation même de l’esprit moderniste. Parmi ceux-là, toute une phalange a viré à gauche, au communisme ou tout comme ; pas tous, et certains tiennent même très bien leur droite. Pour les premiers, les plus « avancés », c’est le moment non seulement d’un bilan, mais d’une liquidation, largement engagée déjà dans les pages de la Revista de Antropofagia, et d’une radicalisation dont témoigne bellement le journal politico-satirique O Homem do Povo qu’animent brièvement, en 1931, Oswald de Andrade et Patrícia Galvão, dite Pagu.

Et voilà que paraissent en 1933, successivement, le premier roman prolétarien brésilien, Parque industrial de Pagu (sous le pseudonyme Mara Lobo), le roman Serafim Ponte Grande d’Oswald de Andrade, ultime produit de ses années de bohème avant-gardiste, mais précédé d’une préface de circonstance en forme d’autocritique, puis Cacau, le premier roman social de Jorge Amado… On passe pour ainsi dire d’une révolution de la littérature à une littérature de la révolution, selon des modalités diverses, et diversement commentées. On délaisse Marinetti pour Karl Marx…

Pendant ce temps, un Geraldo Ferraz (1905-1979), jeune journaliste passé d’ailleurs par la Revista de Antropofagia (secrétaire de rédaction de la « 2e dentition », en 1929) et occasionnellement par O Homem do Povo, assume à São Paulo la rédaction en chef d’O Homem Livre (22 numéros de mai 1933 à février 1934), un journal de la gauche antifasciste.

Il y donne notamment une série de chroniques sur le récent mouvement littéraire. Sanction de l’historique indifférence ou de la cécité politique des littérateurs brésiliens, mise en cause de la jeune génération de l’avant-veille, identification d’une veine sociale ou révolutionnaire qui se fait attendre, réception de toute une littérature prolétarienne en provenance de l’étranger, impératifs idéologiques et injonctions à l'engagement, redéfinitions, discriminations, « directions »… Ce petit feuilleton critique constitue ainsi une source documentaire irremplaçable pour saisir un moment particulier de l’histoire littéraire et culturelle brésilienne, ce tournant entre le modernisme des années 1920 et le roman social des années 1930, pour le dire très simplement. Il nous vient, qui plus est, d’un proche de Pagu qui avait déjà signé, au début de l’année, la toute première recension de Parque industrial (voir la traduction française de cet article), et qui était appelé à occuper le premier plan de sa biographie, puisqu’elle devait l’épouser en 1940, à sa sortie de prison, cosignant avec lui son second roman, la fiction anticommuniste A Famosa revista, en 1945, tout en frayant un temps avec le groupe trotskiste de Mário Pedrosa, pour passer avec lui le restant de sa vie.

En redonnant, dans l’immédiat en portugais, cette série de quatre articles tirés des archives, Bois Brésil & Cie entend saluer à sa façon l’imminente reparution du roman de Pagu, Parque industrial, dans une nouvelle édition brésilienne qui promet de faire date…

2018 ?

A. C.

* * *


Diretrizes

A literatura brasileira teve um periodo agudo de dentição quando a Semana de Arte Moderna de S. Paulo andou fazendo alarde de leituras dos modernistas francêses e italianos.

Mas Graça Aranha já era. Parece mesmo um caso de precocidade esse caso de Graça Aranha na literatura brasileira. O palavriado desbordante do escritor de Canaan cheio de subt’lêsas dificeis, fez acreditar num « espirito moderno » tão vago como o « espirito revolucionario » de certos revolucionarios que nós bem conhecemos. A dentição da literatura brasileira entretanto, ficou na primeira infancia. Alguns foram adeante, e o reduzido grupo da antropofagia andou devorando os ultimos tabus. Mário de Andrade e Guilherme de Almeida, o prosador insigne e o poeta maximo, se desviaram com engulhos da refrega de discussão que Oswaldo de Andrade, Raul Bopp e Oswaldo Costa dirigiam. Nunca Mário de Andrade e Guilherme de Almeida poderiam entrar no treino violento do barulho antropofágico. Um deveria acabar na Academia de Letras vestindo bordados, e outro « ouvindo musica », como escreveu Di Cavalcanti, e arrematando males…

* * *

Esta questão literária no Brasil precisa de ser esclarecida. No grande parque de bananeiras e preguiça, os plumitivos se maravilham com a escachoante atrapalhada de Coelho Neto, a fulgurancia de Gustavo Barroso e a erudição dos Zevacos (Paulo Setubal, Viriato Corrêa, Menotti del Picchia, João Francinha e que tais).

Se foi o tempo da novéla de costume de Aluizio Azevedo. Mas ficaram os males. Ficou o gôso da sacanagem de Macunaima, e esse acanalhamento pesado de Yan de Almeida Prado nos Tres Sargentos. Até o Parque Industrial se póde dizer que sofreu essa angustia de desabafo.

Ninguem, porém teve coragem de traçar a diretriz adoptada. Apenas no nosso passado ha uma reminiscencia do prefacio de Historias e Sonhos em que Lima Barreto toma posição no sentido humano do entendimento universal. A sua « literatura XXX militante » fica na expressão evangelica da maior compreensão dos homens, no mundo em que se guerreiam japonêses ferozes e brancos nacionalistas.

O modernismo literário do Brasil deu mais um az de sua graça no ultimo sabado, quando inaugurando a exposição de arte do Rio, no estudio do fotografo Nicolas, Renato Almeida inventou de ler o seu « toque de sentido » que é uma derivação da saudade do escritor Graça Aranha e uma estreitinha diretriz de criação de coisa moderna. Resume-a a frase : « A expressão espirito moderno será entendida sempre segundo o criterio de relatividade do tempo, significando as ideias avançadas em literatura e arte ».

As « idéas avançadas em literatura e arte » !

Antonio de Alcantara Machado, ainda na semana que acabou disse que é preciso se definir. Mas se definir mesmo.

Diretrizes perante os acontecimentos, e diretrizes não só « modernas », mas de posição de combate, ao lado desta ou daquela ideologia que estão governando o mundo, diretrizes firmes a favor ou contra Hitler, o Papa e Moscou.

E dai ?

É que a literatura precisa assumir o caráter de intervencão ativa nos acontecimentos de seu tempo. Essa será a literatura moderna, no amplo sentido de interesse humano e atual.

Como realizá-la ?

Geraldo Ferraz.


Texte original (graphie non actualisée) tiré de :
O Homem Livre, São Paulo
1e année, n° 6, 2 juillet 1933
rubrique « Literatura », p. 3

4 juin 2018

Un communiqué


Linha a Linha convida para o lançamento:

Patrícia Galvão
Parque Industrial
romance proletário

Dia 23/06
às 16h na Tapera Taperá
Av. São Luís, 187 – 2° andar loja 29 – República
[São Paulo]

O primeiro romance proletário do Brasil, escrito por Pagu, chega em nova edição impressa para o público brasileiro, 85 anos depois de sua publicação original. A nova edição inclui posfácios, notas críticas e uma apresentação inédita de Augusto de Campos.

Para celebrar o aniversário da obra, o 108º aniversário de Pagu e o lançamento deste que é o primeiro livro do catálogo da Linha a Linha, promoveremos um debate com o tema

« Entre golpes: mulheres e política na literatura brasileira,
de 1933 a 2018 »

Os convidados do debate são:
- Ana Rüsche
- Paulo Ferraz
- Augusto de Campos (a confirmar)
- Marília Moschkovich (mediação, Editora Linha a Linha)

Após o debate está prevista uma leitura/performance de um trecho da obra, com a atriz Sophia Castellano.

* * * * *
Sobre a edição crítica:

Pagu tornou-se, nas últimas décadas, quase um mito do modernismo brasileiro. A imagem da jovem militante arrojada, despudorada e destemida povoa o imaginário daquelas (e daqueles) que se aventuram pela nossa literatura, pelo feminismo ou pela militância revolucionária. Pagu — essa Pagu, jovem Pagu — é um ícone. Das mãos de Pagu nasce em palavras e palavrões o Parque Industrial.

Como nos lembra Augusto de Campos na apresentação desta edição comemorativa de Parque Industrial, a autora não tinha sequer completado 23 anos quando as bombásticas páginas encadernadas às pressas eram distribuídas pela primeira vez, na virada do ano de 1932 para 1933. No dia 9 de junho de 2018, quando estas páginas estarão sendo processadas em gráfica, Pagu celebraria seu 108º aniversário.

O Brasil ainda não contava, porém, com uma edição crítica desta obra, que só fez crescer com o tempo. Esta nova edição impressa de Parque Industrial vem à luz para reacender o fogo antropofágico numa sociedade que ainda batalha contra praticamente as mesmas contradições de classe.

Além do texto original do romance de Pagu, a edição vem acompanhada de riquíssimas notas explicativas elaboradas por Antoine Chareyre, tradutor da edição francesa e pesquisador da literatura modernista brasileira. As notas situam a leitura no contexto histórico da época e, por vezes, também na própria biografia de Pagu.

Dois posfácios, em primeira tradução para a língua portuguesa, fazem desta uma edição imprescindível para os estudiosos do romance e de sua autora: o primeiro deles, escrito por Antoine Chareyre, foi publicado originalmente com a edição francesa e o segundo, um ensaio crítico de Kenneth David Jackson, acompanhou a edição estadunidense da obra.

À la veille d'une réédition...



Éditions & traductions
de
Parque industrial
de
Patrícia Galvão (Pagu)
sous le pseudonyme Mara Lobo

1933-2018

(bibliographie provisoire)

● Mara Lobo, Parque industrial (Romance proletário), São Paulo, s. n., 1933, 145 p. [couv. de Lívio Abramo]

● Mara Lobo (Patrícia Galvão), Parque industrial, préf. de Geraldo Galvão Ferraz, São Paulo, Alternativa, s. d. [1981], 145 p. [texte fac-similé, sans la couv. originale]

● Patrícia Galvão, Industrial Park (A Proletarian Novel), trad. d’Elizabeth et Kenneth David Jackson, postface de K. David Jackson, Lincoln / Londres, University of Nebraska Press, « Latin American Women Writers », 1993, 153 p.

● Patrícia Galvão (Pagu), Parque industrial, préfaces de Flávio Loureiro Chaves et Geraldo Galvão Ferraz, Porto Alegre / São Paulo, Mercado Aberto / EDUFSCar, « Novelas exemplares », 1994, 104 p. [éd. lacunaire qui ne reproduit pas la page d'épigraphes]

● Patrícia Galvão como Mara Lobo, Parque industrial, préf. de Geraldo Galvão Ferraz, Rio de Janeiro, José Olympio, « Sabor literário », 2006, 122 p.

● Patrícia Galvão, Industrijski park (Proleterski roman), trad. croate de Jelena Bulic, Zagreb, Naklada Jurčić, 2013.


● Patrícia Galvão, Parque industrial (Novela proletaria), trad. espagnole et préf. de Martín Camps, Mexico, Samsara, 2016. [hors commerce]

3 avril 2018

Dans la presse


(Avec ce passage, comme un rappel, comme une sempiternelle mise au point :

« “L’anthropophagie” est celle du manifeste d’Oswald de Andrade qui consiste dans “la dévoration critique du legs culturel universel, élaboré non pas dans la perspective de soumission et de compromission du bon sauvage… mais selon le point de vue désenchanté du 'mauvais sauvage', dévorateur de blancs, anthropophage. Anthropophage, c’est-à-dire anthologiste-polémiste. À titre d’indigestion, car ingérer c’est avoir parfois des renvois, on apprendra combien Blaise Cendrars, le pirate du lac Léman, dans son Kodak excursionniste, tout comme dans ses touristiques Feuilles de route a été influencé par le Bois Brésil d’Oswald de Andrade. »

On cite ça, comme ça.)

31 mars 2018

Les couvertures de l'avant-garde hispano-américaine




Serafín del Mar, Magda Portal
El derecho de matar
[nouvelles]
[Lima], [Agitación], 1926
n. p. [56 p.], 18 × 19 cm

Ouvrage sorti de l’Imprenta Continental, Potosi 126, La Paz, Bolivie ; sans justification de tirage.

Épigraphe : « dangereux ! / pour / les bourgeois de la littérature »

Dédié à Henri Barbusse et Zsigmond Remenyik.

Au sommaire : sept textes signés par Serafín del Mar [ou Delmar, pseud. de Reynaldo Bolaños, Pérou, 1901-1980] ; huit textes signés par Magda Portal [Pérou, 1900-1989].


[Traduction française en préparation — pour l’éditeur inconnu.]

Hernández Franco - L'homme qui avait perdu son axe (2/17)

À mes Amis-du-Café. Aux Terribles-Frères-de-l’Ordre-de-la-Médisance. À l’Ineptie. Au Dégoût. À la Suffisance. Aux Drogués, aux Pédérastes, aux Fous, aux Hypocrites, aux Idiots.
Aux Prostituées.
À la Meute, enfin, je jette ce livre comme un morceau de viande putréfiée.
H. F.




L’homme qui avait perdu son axe

Mon ami venait de finir d’une gorgée sa tasse de café bouillant et rageait contre le garçon* qui ne se précipitait pas pour recueillir la pièce d’un franc qu’il lui tendait…
Je me mis à l’observer. Je connaissais cet ami comme j’aurais pu connaître un frère ou comme j’aurais pu me connaître moi-même, si cette folle manie de ne jamais vouloir ce que je peux faire me l’avait permis… Je savais que mon ami n’était nullement pressé, mais que quelque chose de plus fort que lui-même le poussait à s’en aller toujours de tous les lieux imaginables.
Mon ami était l’homme qui s’en allait. Nous nous connaissions depuis quatre ans déjà. Un soir, à « La Source », quelqu’un nous présenta… et comme tous deux nous sortions en même temps du café, je lui demandai :
— Où allez-vous ?
— Je ne sais pas, et vous ?
— Moi non plus…
Et comme nos destinations coïncidaient ce soir-là, nous décidâmes de partir ensemble…
Il me parla de beaucoup de choses, de beaucoup de choses différentes qu’il avait vues ou faites. Mais je ne comprenais rien, parce que je ne l’écoutais même pas, occupé que j’étais à ruminer une petite herbe de souvenir…
Six mois plus tard, à son retour d’un voyage en Europe centrale, nous nous rencontrâmes à nouveau. Nous discutâmes.
— Cher ami, tout ce que j’ai pu vous dire durant cette soirée que nous avons passée ensemble, n’est que mensonge… J’ai tout inventé, car il n’y a rien de plus beau qu’un beau mensonge à trois heures du matin sur un boulevard de Paris… Et c’est une volupté que de se présenter en héros de son propre mensonge. C’est pourquoi je vous ai menti ce soir-là. J’ai menti à l’aube, en essayant de tromper tout Paris qui dormait… de crier tout ce que je ne suis pas, de crainte que l’on ne voie quelque chose de ma réalité en ruine. Je ne suis rien. Je n’ai rien vu. Avez-vous reçu mes cartes postales ?
— Non
— Mais si, je les ai écrites.
— Mais, je ne vous ai jamais donné mon adresse !
— C’est vrai ! Je ne vous ai jamais écrit… Adieu, cher ami, je m’en vais…
Et il s’en allait. Je crois que mon ami avait ou qu’il a encore, où qu’il se trouve, du talent. Quand il me serrait les mains pour s’en aller il me laissait toujours dans une sainte odeur de paradoxe et de sophisme. Un jour, je lui dis :
— Pourquoi n’écrivez-vous pas un livre, avec tous ces mensonges que vous mettez dans chacune de vos phrases…
Et cet homme qui ne faisait jamais rien, qui ignorait ce que pouvait être le travail ou l’effort, me répondit :
— Cher ami, voilà un an que je n’ai plus écrit à ma mère, qui est une aimable petite vieille, simplement parce que je n’ai pas une minute à moi.
Et il s’en alla.
Telles étaient nos entrevues. Mais en quatre ans, et à Paris, deux personnes se rencontrent, fatalement, plusieurs fois. J’avais découvert que mon ami avait autant d’amour pour la Vérité que pour le Mensonge. Pour mieux dire, cela lui était égal. Il possédait le don de dire le plus horrible des mensonges, avec le geste le plus sincère et le plus imprégné de bonne foi, de même qu’il vous écrasait sous un axiome, avec un geste distrait, comme encadrant une hyperbole absurde. À mon avis, il ignorait où commençaient le Mensonge et la Vérité. Assurément, il l’ignorait, car il était incapable de quoi que ce soit de difficile, et il n’y a pas de difficulté plus grande que ces subtiles démarcations entre le Réel et l’Irréel.
Mais, de paradoxe en axiome, d’hyperbole en phrase vague, lapidaire ou cynique, au bout de quatre ans, j’avais reconstruit mon ami. Les naturalistes s’amusent à reconstruire des animaux antédiluviens, en se basant sur un os trouvé dans quelque caverne. En conclusion, ils nous ont créé ces monstres dont la présence ne s’explique que dans les galeries des musées paléontologiques. En reconstruisant la personnalité morale de mon ami, j’en avais fait un ami, à ma manière, difforme, diffus, monstrueux, parce que j’étais parti d’une base incertaine : ses confidences… Et c’est à propos de ce type-ami que j’avais créé, que je vous ai dit que je le connaissais aussi bien que je pourrais connaître un frère.
Et il s’en allait à nouveau. Je calculai que j’avais plus d’une heure d’avance pour un rendez-vous que l’on m’avait donné dans ce même café.
Mon ami venait de mettre son manteau.
— Écoute, reste donc…
Les yeux de cet homme que j’appelle « mon ami » sans savoir pourquoi eurent comme une opaque expression d’humilité résignée. Sur la ligne de ses épaules, sur tout son corps, s’attacha un geste de fatigue irrémédiable. Il restait.
— Garçon, deux whiskys doubles !
Le café était banal. Je suis certain que le serveur avait été cocher de maison riche, parce qu’il avait une mine réactionnaire d’ancien sénateur. Dans un coin, une petite tache carmin absorbait un café-crème. À côté de moi, un tas de viande — dont je devinai par la suite qu’il s’agissait d’une femme — macérait dans une petite flaque opaline d’anis.
Cela faisait un moment que mon ami me disait quelque chose, mais comme il ne me regardait pas, je crus d’abord qu’il était en train de faire quelque confidence merveilleuse à la tache blanc-violet de sa boîte d’« Abdullah’s »… au ton rauque de sa voix et à je ne sais quel geste de sincérité que dessinait sa main, j’écoutai :
— … et si quelqu’un m’avait toujours dit « reste », peut-être que je ne m’en serais pas tant allé… en allé de moi-même… car je sais que la vie de tout le monde tourne autour d’un idéal bon ou mauvais, d’un motif, d’une raison d’être. Moi-même, j’ai eu vaguement cette idée fondamentale qui est comme le centre de gravité dans toute vie… Mais je l’ai perdue merveilleusement au cours d’une de ces nuits, dans un hurlement de jazz-band ou une lumineuse phrase de femme… j’ignore où se trouve cette pauvre bonne chose que je portais en moi… et que ma mère cousait si sereinement dans mon âme quand elle m’apprenait à prier… Dans ce chaos de moi-même, une fatalité centrifuge a rendu nulle, en moi, la force de réaction. Parfois, je pense que la mort…
— Pourquoi ne te suicides-tu pas ?
— Impossible… je suis arrivé à un point si angoissant que le suicide est désormais impossible pour moi. Une fois, j’y ai pensé ; comprends donc, le suicidaire est l’homme qui est descendu jusqu’en lui-même, qui a pesé le pour et le contre, qui, froidement, a ressenti dans son cerveau le poids de l’inexorable affirmation d’Hamlet… Le suicidaire est l’homme qui est parvenu à un moment de lucidité unique, indiscutable. Quand l’homme dit : « Je vais me suicider », quand il se le dit à lui-même, cette phrase est d’une logique implacable. Et l’homme se suicide. Mais moi je ne le pourrai jamais. Parce que je ne sais plus où se trouve ce fond lointain de l’âme jusqu’où il faut descendre pour se juger. Parce que, surtout, j’ai une peur atroce de me trouver seul avec moi-même… Garçon, deux whiskys doubles !... Comprends donc, je suis ce cas unique, fatal, ridicule, de l’homme-qui-ne-peut-pas-se-suicider, de l’homme qui n’étant pas, est condamné à être. C’est pourquoi je m’en vais toujours, de peur que ma vision, en s’habituant au milieu environnant, ne se retourne contre moi et me découvre… Parce que je ne ressens pas le besoin de savoir comment je suis… D’ailleurs, tout cela est banal, au « Carlton » il y a des vieilles magnifiques et Harry Pilcer danse aux « Acacias »… La vie est vraiment belle, cher ami, adieu !...
*
*   *
La personne qui m’avait donné rendez-vous dans ce café stupide était en retard. Je restai seul. D’une imbécile manière, l’horloge me coupait la Vie en petits morceaux…
— Garçon, un whisky double !

Paris-Brême, 1925.

26 mars 2018

Hernández Franco - L'homme qui avait perdu son axe (1/17)

























« Demain ?... Qu’importe ! Demain je peux être
moi-même, avec mes sept mille ans d’hier. »

(Du Rubaiyat d’Omar Khayyam,
d’après la version d’Edward Fitzgerald)


Prologue

Hernández Franco ne pouvait penser à meilleur ami lorsqu’il me désigna pour tirer le cordon et lever le rideau de ce livre. Mais il n’avait peut-être pas pensé à pire préfacier.
En effet. Toutes nos coïncidences de bons amis, la cordialité de nos relations qui ne cesse de croître et la solide soudure de notre camaraderie deviennent des lances dans le domaine littéraire.
Nous avons des conceptions antipodiques de la vie et, bien entendu, de l’art et des lettres ; puisque l’art et les lettres ne sont pas autre chose que l’interprétation personnelle des réalités que nous captons.
Cette disparité de goûts s’avère si exagérée qu’elle bannit les discussions dès lors que, sur les points de départ pas plus que sur les idées générales, nos opinions ne coïncident, qui naviguent sous des latitudes opposées.
Parmi nous, la masse multiforme des amis de Paris, cette disparité de goûts est déjà axiomatique et il n’y a pas lieu à commentaires quand Franco, à côté de moi, commente un livre, un tableau, une œuvre théâtrale et jusqu’au frivole passage d’une femme.
Est-ce par hasard pour cette raison que l’auteur de ce livre original m’oblige sincèrement à l’ouvrir de quelques commentaires ?
Il aurait pu se prévaloir de ses relations amicales avec de grandes figures littéraires pour obtenir une présentation grandiloquente et prestigieuse.
Il ne l’a pas voulu. Il a pensé à moi, l’un des plus obscurs, jusqu’à présent, et de ceux qui coïncident le moins avec son idiosyncrasie.
Mais je ne me déroberai pas à ce difficile devoir et je me tirerai d’affaire à ma façon.
Je parlerai de la personne et du livre, non sans généraliser le commentaire afin que soit justifiée son insertion dans un volume destiné au public et qu’il puisse présenter un intérêt supérieur à un simple échange épistolaire privé, de moi à Franco ou de Franco à moi.
Bien malgré moi, il me faut reconnaître dans l’auteur de ce livre de magnifiques qualités d’écrivain.
Mais comprenons-nous bien. Quand je dis « écrivain », je n’entends pas mesurer une grâce de styliste et moins encore une correction grammaticale.
Hernández Franco n’est pas, en effet, un styliste, et bien moins encore un lettré enserré dans les dures mailles de la syntaxe et de la rection.
Lui qui est né poète, ainsi que nous entendons la nouvelle manière de féconder les muses, c’est-à-dire non pas pour leur arracher de simples sons orchestraux mais pour qu’elles nous aident à rêver un peu avec leurs évocations d’autres âmes et d’autres pays, lui, donc, qui est né poète, dispose, en effet, de l’adjectif qui décrit, évoque, émeut, de celui qui insulte et de celui qui aime.
Il suffit parfois à Franco d’une touche de couleur et d’un mot étrange — étranger souvent — pour s’emparer définitivement de notre imagination et la maintenir sujette à sa prose, vivant et sentant au rythme de celle-ci.
C’est là une magnifique qualité d’écrivain.
L’absence d’un défaut, le défaut de la profusion, si courant et si notable chez les écrivains de son âge — Hernández Franco n’a pas encore 25 ans révolus — lui donne une autre qualité : l’agilité.
Hernández Franco a, sans nul doute, une plume fort agile.
Une autre qualité, néanmoins, peut lui porter préjudice.
Si Hernández Franco était un écrivain médiocre, doté d’une faconde ordinaire, il n’y aurait aucun danger.
Qualités et défauts — je fais référence, bien entendu, à ceux qui sont d’ordre littéraire — vivraient dans un état de larve momifiée dans sa petitesse jusqu’à la consommation de l’intellect.
Mais dans le cas d’Hernández Franco, toutes les valeurs prennent des proportions considérables, agrandies qu’elles sont par le souffle de la robuste personnalité qui les contient.
Un exemple, pris au physique, pourra me servir pour refléter le moral.
Il arrive un jour, à Hernández Franco, un incident personnel désagréable.
Notre homme ne le résout pas à moitié.
Sa première disposition consiste à décharger une claque et aussitôt, s’il convient, une rafale de balles.
C’est dire qu’Hernández Franco est enclin à l’hyperbole.
L’écrivain de grande imagination, pour peu qu’il se laisse aller, tombe dans une sorte de spirale et avance, avance, mais non en direction de la sortie jusqu’à atteindre la lumière, mais plutôt dans le rétrécissement jusqu’à se heurter à l’asphyxie.
À mesure qu’il avance, les murs superposés et grandissants de la spirale augmenteront l’opacité et l’étroitesse de son enceinte intellectuelle.
Pourquoi ces suggestions ?
Le caractère de ce livre est celui d’atmosphères viciées. Il a des passages de surprenant réalisme. Mais comment nier que l’imagination a surchargé ostensiblement les teintes du paysage ?
Sur ce chemin-là, la « page d’art » qui est un morceau de réalité vu à travers un tempérament — l’admirable expression d’Émile Zola — peut devenir un morceau de tempérament falsifié par la « snobismomanie ».
Je conclurai ma presque involontaire incursion sur les terrains de la critique en affirmant ma foi dans les qualités d’Hernández Franco, là encore.
J’ai parlé d’asphyxie.
Eh bien. Je prévois le fait, si le cas se présente, que l’auteur de ce livre, qui, quant à son esprit, ressemble à un début de parcours spiralé vers l’intérieur sur le chemin du « pervers », je prévois le fait, dis-je, qu’Hernández Franco déchargera, au moment où il s’y attendra le moins, ses solides poings de boxeur sur les murs toujours plus opaques qui aveuglent sa vision de l’art véritable — la réalité, la réalité, la réalité — et nous montrera un chemin absolument nouveau pour parvenir jusqu’à elle, à plat ventre, avec une force de contraste qui pénètrera notre sentiment d’une vigueur brutale.
Je ne peux m’empêcher, dirai-je, de penser à Poe et à José Asunción Silva quand je me trouve devant ces pages originales et enragées ; et je n’en dirai pas plus afin que cette embrasure, offrande d’une cordialité qui domine tout, ne devienne pas le seul passage creux, vain et affecté de ce volume qui jusque dans son titre — L’homme qui avait perdu son axe — est la sincérité même.
Car Hernández Franco est le premier — et peut-être le seul — à le croire.
Ce qu’il ne croit pas, c’est qu’il apparaît comme l’un des écrivains les plus originaux et intéressants de notre génération.
Nous autres, non seulement nous le croyons, mais nous ne tarderons pas à le dire.
À moins que — comme en cent cas glorieux — ne nous devancent les étrangers.

Emilio Gascó Contell.
Paris, 1925.

Les couvertures de l'avant-garde hispano-américaine (de Paris)



[Tomás R.] Hernández Franco
[République dominicaine, 1904-1952]
El hombre que había perdido su eje
[nouvelles]
Prólogo de E[milio] Gascó Contell
Ilustraciones de Jaime A. Colson
Paris, Agencia Mundial de Librería (14, rue des Saints-Pères), 1926
145 p.

Ouvrage sorti de l’Imprimerie spéciale d’éditions et revues Louis Narbonne (ateliers : place des Jacobins, Pamiers (Ariège) ; bureaux : 46, rue de Bondy, Paris 10e).


[Traduction française (peut-être) en préparation — pour l’éditeur inconnu.]

Vient de paraître



Haroldo de Campos
De la raison anthropophage
et autres textes

Traduction du portugais (Brésil)
et préface d’Inês Oseki-Dépré

Nous (Caen), coll. « Now », 2018
139 p., 18€



Présentation de l’éditeur :

Ce volume rassemble un choix de textes théoriques d’Haroldo de Campos, jusqu’ici inédits en français. Aussi incisifs que novateurs, ils témoignent de la virtuosité analytique de l’auteur brésilien, qui a fait de lui le grand interlocuteur de l’avant-garde sud-américaine, que ce soit pour la poésie, pour la musique ou pour les arts plastiques.

Dans ces textes, parmi les plus emblématiques d’Haroldo de Campos, il est question notamment de l’« anthropophagie » — définie comme « dévoration critique du legs culturel universel », comme processus « cannibale » assumé, rendant possible un rapport renouvelé, non asservi, de la culture brésilienne et sud-américaine à la tradition occidentale. Mais aussi de la traduction comme création à part entière et fidélité à la forme ; d’art aléatoire et de modernité comme « invention d’une tradition » ; ou encore de la « poésie concrète » (qui s’étend, dans les analyses de Campos, de Homère à Dante, de Mallarmé à Pessoa…) comme limite extrême de la poésie, poésie « pour », poésie de l’à-présent…

Haroldo de Campos (1929-2003) :
poète et critique brésilien, traducteur d’Homère, de Joyce, de Mallarmé et de Dante, co-fondateur du groupe et de la revue Noigandres avec son frère Augusto, il fut l’un des initiateurs de la poésie concrète brésilienne. Il est l’un des poètes et essayistes les plus connus d’Amérique du sud. Ses travaux critiques, érudits et inventifs, prennent source dans son activité de poète et de traducteur et en sont inséparables.

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Le commentaire de Bois Brésil & Cie :

Cet ouvrage — symboliquement « achevé d’imprimer le 11 janvier, jour de la naissance d’Oswald de Andrade » — réunit 5 articles préfacés et annotés par la traductrice, dont tous ne sont pas strictement inédits en français. « De la traduction comme création et comme critique » [tiré d’un ouvrage de 1962] a paru dans la revue Change en 1972. « L’art sur l’horizon du probable » [tiré d’un ouvrage de 1969] était encore inédit. Le texte éponyme, « De la raison anthropophage : dialogue et différence dans la culture brésilienne » [tiré d’une revue de 1981] a paru dans Lettre internationale en 1989. « Translucifération » [tiré d’un ouvrage de 1981] a paru dans Ex en 1985. « Poésie et modernité : de la notion de l’art à la constellation. Le poème post-utopique » [tiré d’un ouvrage de 1997] a paru dans Banana Split en 1985.

Quant à savoir pourquoi il aura fallu si longtemps pour voir ces quelques textes essentiels réunis en volume, et pourquoi la production théorique et critique de Haroldo de Campos — une contribution majeure et toujours suggestive à la théorie littéraire moderne — n’est pas davantage traduite en français, c’est une question que je laisse pour d’autres occasions polémiques.

Ceux qui n’en auraient pas assez pourront aussi se reporter sur le petit volume Une poétique de la radicalité (Essai sur la poésie d’Oswald de Andrade) (trad. d’A. Chareyre, Les Presses du réel, coll. « L’écart absolu », 2010), traduction autonome de la longue préface, restée fameuse, à l’œuvre poétique d’Oswald de Andrade (Bois Brésil, etc.) qui fut une source d’inspiration centrale chez Haroldo de Campos — en témoigne le titre ici retenu.